A arborização urbana desempenha papel fundamental na melhoria da qualidade ambiental das cidades, proporcionando benefícios ecológicos, paisagísticos e sociais. Entretanto, árvores inseridas no ambiente urbano podem apresentar riscos estruturais ao longo do tempo, especialmente quando submetidas a condições inadequadas de manejo, ao envelhecimento ou a processos de degradação interna do lenho. Nesse contexto este trabalho teve como objetivo avaliar o risco estrutural de indivíduos arbóreos em ambiente urbano das espécies Quercus robur L. e Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze de importância ecológica, localizados no campus do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em Lages, SC. A metodologia consistiu na realização de avaliação visual das árvores, considerando aspectos relacionados à copa, ao tronco e ao entorno, a partir da adaptação do método Grau de Atenção de Árvores Urbanas (GAAU). Complementarmente, foi realizada tomografia de impulso no tronco dos indivíduos, técnica não destrutiva que utiliza a propagação de ondas mecânicas para identificar variações na densidade da madeira e detectar falhas estruturais internas. Os resultados da avaliação visual para Quercus robur indicaram a presença de fungos na região do colo e alterações na arquitetura da copa decorrentes de manejos anteriores. A análise tomográfica revelou comprometimento da região central do tronco, com sinais de deterioração interna, classificando o indivíduo em nível de atenção moderado. Em contrapartida, o exemplar de Araucaria angustifolia apresentou condições fitossanitárias adequadas, com ausência de danos estruturais relevantes. Observou-se apenas a presença de limo na base do tronco, associada à umidade local, além de degradação no núcleo lenhoso, característica comum da espécie, classificando o indivíduo em nível de atenção baixo. Conclui-se que a aplicação conjunta da avaliação visual e da tomografia de impulso constitui ferramenta eficiente para o diagnóstico do risco em árvores urbanas, auxiliando na tomada de decisões relacionadas ao manejo e ao monitoramento preventivo.
Comissão Científica
Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel